A Unoesc tem se comunicado institucionalmente, durante a pandemia, utilizando-se dos novos instrumentos de comunicação, através de transmissões ao vivo (live) utilizando-se das redes sociais oficiais – Facebook e Youtube – e também através da Rádio Unoesc FM 106,7

 

A Situação do Ensino na Pandemia

A situação do Ensino na Pandemia – transmitido ao vivo pela Rádio Unoesc FM e também pelo Facebook da rádio – no dia 29 de maio. A comunicadora e repórter Fernanda Mingori entrevistou o Magnífico Reitor da Unoesc, professor Aristides Cimadon. Neste momento, o professor explica a atitude que a Unoesc teve de se adequar aos tempos em que vivemos, respeitando as determinações sanitárias e governamentais. Cimadon exalta as novas tecnologias sendo adequadas à realidade acadêmica e diz que estas mudanças dominarão todas as áreas:

 

“Nós tivemos um problema: a maioria dos professores não estava habituado a fazer uso das redes e tampouco queriam trabalhar virtualmente com seus estudantes. Isso foi sendo superado e aos poucos nós tivemos uma adesão muito importante e dedicada de praticamente todos os nossos professores. Aprendendo e ajudando uns aos outros, reinventando-se, procurando dar o melhor de si para que os estudantes pudessem ter o aprendizado que poderiam ter na sala de aula. Em alguns casos, nós sabemos, pela avaliação dos alunos, que as aulas se tornaram até melhores e mais aproveitadas do que eram na própria sala de aula”, conta o professor Aristides Cimadon.

 

Os Desafios da Educação Pós-pandemia

Logo no início de junho, no dia 08, foi a vez de conversar sobre Os Desafios da Educação Pós-pandemia,  com o apoio da Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ABRUC), Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE), Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (COMUNG), Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (ABIEE) e Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC) e mediação do Magnífico Reitor, professor Aristides Cimadon.

Teve a participação do Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Comunitárias no Congresso Nacional, Senador Jorginho Mello (PL), do Secretário Estadual de Educação, Professor Natalino Uggioni, do Presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC), Deputado Rodrigo Minotto (PDT), membro do Conselho Nacional de Educação,  Professor Eduardo Deschamps e do Presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias – ABRUC, Reitor Ney José Lazzari.

O Senador Jorginho Mello (PL) contou que estudou em duas instituições comunitárias – Unoesc e Unisul. Ele previu as dificuldades que podemos encontrar e sugeriu ao Reitor que a Acafe unas esforços e oriente atitudes em conjunto das universidades a ela atreladas. Fala em diminuir custos para vencer a crise.

O Secretário de Estado Natalio Uggioni diz que há duas formas de inovar. Uma delas é tendo uma grande ideia, a outra vem pela necessidade. E a necessidade ela é para todos nós que fomos pegos de surpresa e estamos agora inseridos neste contexto e devemos nos apropriar da tecnologia. Ele conta as atitudes tiveram que ser pensadas e adequadas de forma bastante ágil na preparação das equipes que vieram a dar suporte tecnológico e pedagógico às escolas estaduais.

O deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) salienta que os agente públicos e políticos devem deixar de lado as diferenças para construir um Brasil mais forte, encontrando uma saída para vencer este vírus. O momento, segundo ele, é de salvar vidas. De pessoas físicas e jurídicas.

O ex-secretário de Estado Eduardo Deschamps fala que a motivação dos conselhos estaduais e do conselho federal o qual faz parte, é evitar retrocessos pedagógicos-educacionais, evitar a evasão das escolas e, além disso, evitar que o calendário escolar de 2020 entre no próximo ano, empurrando as atividades daquele ano e prejudicando ainda mais a sequência do aprendizado.

O Reitor Ney José Lazzari, da ABRUC, traz dados ao debate, contando que hoje o Brasil conta com um universo de 8 milhões e meio de universitários, mas que estes números, infelizmente vêm decrescendo e faz um alerta. Há cinco anos havia 740 mil estudantes que possibilitavam os seus estudos através do Financiamento Estudantil (FIES),e até o final deste ano este o número total de financiamentos não chegará a 10% deste total. Além disso, ele enxerga uma crise sobre a importância das universidades com a ascenção de um pensamento que está sendo conhecido como terraplanista, que não acredita na ciência.

 

O Cenário do Agronegócio Pós-pandemia

No mês seguinte, no dia 21 de julho, o debate foi a vez de falar sobre o Cenário do Agronegócio Pós-pandemia. A transmissão ao vivo pelo Canal da Unoesc Oficial no Youtube foi mediada pelo Reitor, professor Aristides Cimadon e teve a participação do Superintendente Técnico da Confederação Nacional de Agricultura  (CNA), Bruno Lucchi; do Secretário da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural do Estado de Santa Catarina, Ricardo Gouvêa; do Senador Jorginho Mello; do Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo; do Secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Seif Junior  e do Presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini.

José Zeferino Pedrozo conta que o Agronegócio não tem sofrido revezes. Mas destaca a estiagem e o ciclone-bomba como as únicas fatalidades. Ele acredita que o Agro sairá desta situação ainda melhor do que entrou. Zezzo garante que Santa Catarina se transformou em um grande produtor de alimentos, principalmente de pequenos animais, se valendo da estrutura fundiária e da agricultura familiar.

O presidente da FECAM informa que a Agroindústria e o Agronegócio são a salvaguarda dos movimentos econômicos. O Estado teve uma queda de 38% da sua receita e estes números não foram piores porque teve o suporte do Agro, que também tem salvado o Brasil na hora de suas crises.

Bruno Lucchi, da CNA diz que é possível comprovar em números, num espaço curto de tempo, a competividade e a resiliência do Agronegócio brasileiro. A projeção anual do PIB prevê para este ano um aumento de 21 para 23% de participação deste setor da economia. É o setor que tem menos fechado postos de trabalho. Diferente disso, até se vê um certo crescimento, o que solidifica a sua importância.

O Secretário Ricardo Gouvêa informa que Santa Catarina é o maior primeiro na lista nacional como produtor de suínos, maçã, cebola, pescado, ostra e mexilhões; o segundo produtor nacional de tabaco, ave, pera, pêssego, alho e arroz e o terceiro produtor nacional de erva-mate e mel. Ele conta que, inclusive, o nosso mel foi eleito o melhor do mundo, recentemente, em premiação no Canadá. Conta também que somos o único estado do país livre da aftosa sem vacinação, com identificação de origem do animal.

O Secretário Nacional da Aquicultura e Pesca, Jorge Seif relata que o brasileiro tem por hábito comer o pescado fora de casa – em restaurantes, em viagens de turismo. Com o fechamento e restrição destes comércios houve uma queda, sim. Mas o fato de sermos também um povo cuja maioria é cristão e tem nestes animais alimentos sagrados, essa perda acabou se diluindo.

Por fim, o senador catarinense Jorginho Mello fala da dificuldade na aquisição de insumos como o milho, que acaba se tornando um produto caro, mas não aponta apenas questões negativas. Ele ressalta a qualidade dos produtos catarinenses, que têm espaço também na mesa de muitos brasileiros, não só nas nossas mesas catarinenses.

Na  noite de hoje (03/08), a Unoesc fará a sua primeira recepção aos estudantes de forma remota (online), quando o Reitor fará a saudação aos novos acadêmicos e  o coral universitário cantará músicas que trarão lembranças aos e farão as boas-vindas aos novos alunos. A partir das 19h, no Canal da Unoesc Oficial do Youtube

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