Se você que tem habilidades com a área das Ciências Exatas uma boa opção de graduação é a de Engenharia Química. E foi para tirar algumas dúvidas sobre o curso que o blog da Unoesc conversou com o professor Diogo Luiz de Oliveira. Confira:

Quais são as habilidades necessárias para quem quer cursar Engenharia Química?
R: Em qualquer curso de Engenharia o acadêmico precisa ter afinidade com matemática e física, ou seja, ter habilidades em Ciências Exatas. Na Engenharia Química também é necessário adquirir conhecimentos de química e um pouquinho de biologia. Devido a esta abrangência, a Engenharia Química também é conhecida como a engenharia universal. É o curso ideal pra quem gosta de desafios, pois é necessário adquirir e aplicar conhecimentos em diversas áreas das ciências naturais.
– Quanto tempo dura o curso?
R: O curso tem duração de 5 anos.
– Quais são os diferenciais do curso?
R: Podemos dizer que a Engenharia Química é a engenharia da transformação da matéria, ou seja, é a responsável em converter matérias-primas do seu estado natural em uma forma mais útil. Um exemplo é a indústria do petróleo, que transforma esta matéria bruta em diversos combustíveis, óleos lubrificantes e muitos outros derivados. Também podemos citar as indústrias farmacêuticas, de fertilizantes, de cosméticos, de tintas e vernizes, entre outras. O diferencial do curso de Engenharia Química da Unoesc Joaçaba é o foco nas indústrias de Alimentos e Bebidas e de Celulose e Papel, levando em conta as características de nossa região e oportunizando, desde as primeiras fases, o contato dos nossos alunos com esses tipos de indústrias.
– O que faz o profissional escolhe essa graduação?
R: O engenheiro químico pode atuar no projeto e implementação de um novo processo químico ou trabalhar na operação de unidades industriais já existentes. Pode atuar na análise de processos industriais, no controle e otimização do processo, na área de segurança ou de meio ambiente. Pode se dedicar à pesquisa e desenvolvimento de novos processos ou à gestão da qualidade dos produtos. Pode atuar na indústria ou nas universidades. Enfim, são tantas alternativas que fica até difícil de enumerar todas as opções de atuação.
– Como está o mercado de trabalho na área?
R: Engenheiro químico é uma profissão que nunca sairá de moda, pois está diretamente ligada com a necessidade humana de consumir os mais diversos produtos. Em épocas economicamente favoráveis é uma profissão extremamente requisitada e os recém-formados costumam ser rapidamente absorvidos pelo mercado de trabalho. Obviamente que em épocas de crise econômica, como vivemos atualmente, as oportunidades diminuem e o mercado se torna mais concorrido. De qualquer forma, é durante as crises que a humanidade precisa se reinventar e grandes descobertas são feitas. Neste cenário, o engenheiro químico pode sair em vantagem, visto que muitas vezes é detentor do conhecimento necessário para ser um agente ativo na busca por soluções inovadoras.
Quais os desafios para o profissional dessa área?
R: O engenheiro químico precisa estar em constante busca por melhorias nos processos e produtos, sempre prezando pelo desenvolvimento sustentável e conservação ambiental. Nesse contexto, a engenharia verde surge como um desafio atual, consistindo no desenvolvimento de produtos e processos onde o impacto sobre o meio ambiente seja nulo ou muito pequeno, sempre procurando utilizar matérias primas de fontes renováveis. Outro campo que vem ganhando destaque é o da nanotecnologia, que busca a produção de compostos em escala atômica, onde novos materiais são projetados a partir de átomos.
O professor destaca ainda:
Se o Brasil pretende ser um país de ponta no cenário mundial, deve investir mais e melhor na formação de engenheiros. Portanto, cada vez mais precisamos que nossos jovens busquem este tipo de formação e se qualifiquem para participar ativamente da evolução de nosso país! Se não for na Engenharia Química, que seja na Elétrica, Civil, Mecânica, Computação, Produção…, pois o engenheiro sempre terá um papel de destaque no progresso da humanidade.
Texto com a contribuição do professor Diogo Luiz de Oliveira.

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