Cem (100) dias em casa.  Desde a publicação do decreto estadual n° 509, em 17 de março, que determinou a suspensão das aulas presenciais nas redes pública e privada, além da interrupção de atividades que podem envolver aglomeração de pessoas.  Se alguém ainda não havia percebido a importância das profissões da área da saúde, passou agora a entender o quanto são fundamentais. Mas hoje queremos chamar a atenção para outro profissional indispensável: o jornalista.

O trabalho do jornalista está imbricado no nosso dia-a-dia. Jornais, revistas, noticiário na Tv e no rádio, informativos que recebemos por e-mail ou WhatsApp, portais, sites. Em todos estes lugares temos jornalistas trabalhando para nos manter informados sobre o enfrentamento da pandemia por meio de ações do Estado e também as ações promovidas por outros setores da sociedade.

Pensando no bem-estar destes profissionais e tentando entender como a pandemia interferiu nas relações de trabalho, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) promoveu uma pesquisa nacional, entre os dias 20 de maio de 10 de junho, obtendo 457 respostas em todo o país. Destaca-se a preponderância dos trabalhadores com registro em carteira (52,5%), seguido pelos Pessoas Jurídicas (13,9%) e pelos freelancers (11,7%).

O resultado desta pesquisa evidencia um aumento da carga de trabalho (55,5%) durante a pandemia. A maioria (75,2%) dos profissionais está desempenhando as suas atividades de casa, o que mostra que outros 24,8% ainda estão saindo de suas casas para desempenhar o seu trabalho de forma presencial.

Outro número importante atesta que 20% deste total já contraiu a Covid-19. De modo preventivo, 70% dos jornalistas que responderam á pesquisa foram afastados das suas atividades e a outros 6% foram concedidas férias. Mesmo assim, quase a metade (46, 2%) deles acredita que ainda há falhas na quantidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) disponibilizados pelas empresas para os profissionais poderem desempenhar o seu trabalho de forma segura.

A presidenta da FENAJ, Maria José Braga, afirma que “A partir dos números, tanto os sindicatos quanto à Federação poderão continuar defendendo os direitos do trabalhador, então são dados que orientam o nosso trabalho”.

Podemos discordar do enfoque dado à matéria ou da opinião de algum comentarista, criticar o título, dizer que tal veículo obedece essa ou aquela linha ideológica. Esta é a forma que temos de praticar a nossa liberdade de expressão. Mas certamente, sem o trabalho destes profissionais seria muito mais difícil conhecermos as questões que envolvem estes acontecimentos e a própria informação cotidiana ainda estaria à mercê do disse-me-disse ou das notícias falsas.

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