Você é acadêmico do curso de Pedagogia? Então fique atento às dicas de livros e filmes da coordenadora do curso de Pedagogia da Unoesc São Miguel do Oeste, professora Giovana Maria Di Domênico, e amplie os seus conhecimentos! Não esqueça de deixar o seu comentário sobre a contribuição das obras e filmes para a sua formação acadêmica.

 

Livros

 

 

Pedagogia da Autonomia 

Autor: Paulo Freire, Patrono da Educação Brasileira.

O autor aborda sobre a importância da teoria adequar-se à prática cotidiana do professor, que passa a ser um modelo influenciador de seus educandos, sendo enfático sobre a preparação do docente quanto à prática da criticidade e da valorização das emoções.

Leitura de extrema importância, enfatiza a necessidade de reflexão crítica sobre a prática educativa, sem a qual a teoria pode se tornar apenas discurso e a prática uma reprodução alienada, sem questionamentos. É considerada um clássico da educação.

 

Saber Cuidar   

Autor: Leonardo Boff

O cuidado é mais do que um ato singular ou uma virtude ao lado das outras. É um modo de ser, isto é, a forma como a pessoa humana se estrutura e se realiza no mundo com os outros. Melhor ainda: é um modo de ser-no-mundo que funda as relações que se estabelecem com todas as coisas. Assim, ao falarmos sobre o processo de cuidado, nos remetemos, inicialmente a questões tais como, estamos nos cuidando? E do outro, cuidamos preocupados com as questões que envolvem a pessoa cuidada, seu contexto e, sobretudo, os aspectos que tangenciam sobre o ser-com-no-mundo? O que estamos fazendo para a melhoria das condições do cuidado hoje? Se eu não me cuido, posso cuidar do outro? O que é cuidado?

A leitura é fundamental para o Curso de Pedagogia por referir-se ao cuidado e seu processo de humanização.

 

 

O Valor de Educar 

Autor:  Fernando Savater

Sempre que se mencionam as grandes preocupações de nosso tempo – racismo, a intolerância, a violência, o abuso de drogas, etc. – chega-se a mesma conclusão: são questões com que se deve lidar na escola. Mas também sabemos que em quase todos os países se fala em crise da educação e se sucedem os planos de estudo, a desorientação dos professores, os protestos dos estudantes, as queixas dos pais, os debates entre os partidários do ensino público e privado.

Importante, pois discute preocupações deste tempo e possibilita refletir sobre questões essenciais: o que é a educação, o que ela foi e o que poderá vir a ser? O que esperamos dela? A educação deve ser mera transmissão de conhecimentos ou deve formar para a cidadania democrática? Como formar indivíduos capazes de contribuir para o cultivo da humanidade e para a felicidade comum? Como construir um aprendizado humano como ato social? Como educar na especificidade da escolar? Como educar para liberdade? Qual o lugar da Filosofia na escola?

 

 

Estado de Crise   

Autores:  Zygmunt Bauman e Carlo Bordoni

Com bastante lucidez e profunda provocação à reflexão, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman e o sociólogo italiano Carlo Bordoni estabelecem um diálogo comprometido com o esclarecimento e a crítica dos fundamentos da crise atual, mundialmente vivenciada, por meio da análise do cenário político, econômico e social global. Nesse sentido, não se trata de uma obra que traz soluções definidas para a atual situação emergencial; pelo contrário, o ceticismo dos autores quanto a um futuro não tão distante faz com que o leitor, apesar da clareza em relação aos fundamentos da crise, experimente certa aflição quanto ao que está por vir.

Estado de crise é uma obra de fundamental importância para a compreensão da crise contemporânea. A ideia de crise está ligada ao entendimento de “a arte de julgar”, “habilidade em discernir”. Essa recuperação significante problematiza a crise como permanente, sinônimo de doença degenerativa, que não deixaria de existir.

 

 

Amar e Brincar: fundamentos esquecidos do humano

Autores: Humberto R. Maturana e Gerda V. Zoller

As relações mãe-filho e os fundamentos da democracia, a partir da noção de biologia do amor permeados pela expressão afetiva e lúdica, são os temas essenciais tratados nesta obra, reconhecidos de maneira inédita a partir deste enfoque revelador, juntamente com o panorama das origens da cultura patriarcal europeia, que culmina na profunda ignorância do que são os direitos humanos.

O livro trata de temas essências do ato educativo: afetividade e ludicidade. Amar e o brincar como os fundamentos da condição humana a partir da perspectiva do emocionar. Como as crianças são responsáveis por conservar as mudanças culturais, a democracia é a própria redenção do humano?

 

Mania de Explicação

Autora: Adriana Falcão

 Livro de literatura infantil, essa obra, com muita sensibilidade, mostra como a curiosidade da criança propõe a reflexão de conceitos simples, mas profundos e que fazem parte do nosso cotidiano. A ilustração de Mariana Massarani complementa o livro, na medida em que as imagens convocam o leitor a preencher os vazios, propositadamente, deixados por elas.

Por que essa obra deve ser lida/conhecida pelo acadêmico de Pedagogia? Porque a literatura faz parte do cotidiano da escola e pela qualidade da obra. Poderíamos aqui citar clássicos da literatura como Monteiro Lobato, D. Quixote, Ana Maria Machado e tantos outros. Mas esse, como observado, traz a simbiose da curiosidade e reflexão peculiar e necessária a toda criança em processo de aprendizagem.

 

Filmes

 

 

A máscara em que você vive   

Documentário da diretora Jennifer Siebel. O documentário traz uma reflexão de como a sociedade colabora para que os meninos escondam seus sentimentos.  A anulação do sentir reflete na personalidade de forma contrária e desencadeia na “dor do existir”. Em tempos de crise existencial e de preconceitos aflorados, sobretudo entre jovens, o filme é uma boa reflexão.

Através da fala de especialistas e do depoimento de jovens e até mesmo de detentos, o documentário explora a criação das pessoas relacionando-as com as suas posteriores condutas violentas.

 

 

Escritores da Liberdade

Hilary Swank, duas vezes premiada com o Oscar, atua nessa instigante história, envolvendo adolescentes criados no meio de tiroteios e agressividade, e a professora que oferece o que eles mais precisam: uma voz própria. Quando vai parar numa escola corrompida pela violência e tensão racial, a professora Gruwel combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula faça a diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias, e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas desfeitas e mudar seu mundo. Escritores da Liberdade é baseado no aclamado best-seller O Diário dos Escritores da Liberdade (best-seller Freedom writers), de Erin Gruwell (1999).

Numa história real, o filme aborda os desafios da educação, em especial num contexto socioeconômico problemático. A história gira em torno da necessidade da criação de vínculos sociais em sala de aula.

 

 

A Corrente do Bem

Um professor de estudos sociais, Eugene Simonet (Kevin Spacey), desafia seus alunos, todos os anos, a pensarem numa ideia para mudar o mundo e colocar essa ideia em ação. Com isso, o professor planta a ideia da autorresponsabilidade em seus alunos, os faz refletir sobre como enxergamos o mundo e os questiona bastante para que eles possam refletir sobre suas próprias ideias e terem reflexões melhores.

Vieram pessoas de todas as partes do país para fazer vigília em frente à casa de Trevor, como uma forma de gratidão para jamais se esquecerem de “passar adiante” o respeito e o amor ao próximo. Como promover a corrente do bem no contexto de nossas escolas? O filme poderia ser uma inspiração para futuros professores?

 

 

Invictus

Recentemente eleito presidente, Nelson Mandela (Morgan Freeman) tinha consciência que a África do Sul continuava sendo um país racista e economicamente dividido, em decorrência do Apartheid. A proximidade da Copa do Mundo de Rúgbi, pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população. Para tanto chama para uma reunião Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe Sul-africana, e o incentiva para que a seleção nacional seja campeã.

Mostram como era a interação entre brancos e negros em pequenos grupos e a estratégia utilizada por Mandela para lidar com tais situações. O filme nos permite discutir a questão da causalidade do comportamento em termos de eventos ambientais externos, físicos e sociais.

 

 

 

O Menino do Pijama Listrado

Alemanha, Segunda Guerra Mundial, o menino Bruno (Asa Butterfield), de 8 anos, é filho de um oficial nazista (David Tewlis), que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe (Vera Farmiga) para uma área isolada, onde não há muito que fazer para uma criança com a idade dele. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel (Jack Scanlon), um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam.

A ideologia pregada pelo governo nazista, sobre a ótica do perfeccionismo e a supremacia de uma única raça, ergueu o ego de um ditador que levou uma nação inteira a pensar em si própria em busca da perfeição.

 

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