Há males…. o resto você já sabe. E desta vez o mal que estamos falando não é o Novo Coronavírus, mas a seca. Este ano de 2020 tem nos trazido elementos de filme de terror, ou aquelas tragicomédias mexicanas B. Tá difícil conviver com a realidade. Tudo começou com os efeitos climáticos da falta de chuva e do calor intenso que oportunizaram uma seca que há muito tempo não acontecia no estado de Santa Catarina. Agora que já estamos no inverno, a tendência é que voltemos a ter mais chuvas e com isso, os rios devem voltar aos seus volumes naturais.

 

 

 

 

Mas nem tudo é tragédia. Os níveis baixos dos rios podem revelar surpresas. Foi o que aconteceu em Três Barras, a 244 km de Joaçaba (Reitoria da Unoesc), na divisa entre os estados de Santa Catarina e Paraná. Foram encontrados, no Rio Negro, além das pedras e das rochas, que dão estrutura ao rio, fósseis de répteis que viveram que viveram há cerca de 280 milhões de anos.  A informação foi revelada na reportagem de Vitor Paiva para o portal Hypeness.

 

 

 

 

“Os fósseis de Mesossauro, répteis que mediam entre 80 cm e 1 metro e que, apesar do nome, são animais que existiram milhões de anos antes dos dinossauros. Tratam-se, segundo pesquisadores, de répteis aquáticos, que viviam num golfo conhecido na paleontologia como Golfo Irati, ainda na antiga pangeia, quando os continentes eram unidos. Segundo um dos pesquisadores, fósseis semelhantes já foram encontrados na África do Sul, e tal identificação é corroborada pelas ideias de deriva continental”, diz a reportagem.

 

 

Estes fósseis estão sendo estudados por pesquisadores do Centro Paleontológico da Universidade do Contestado, localizado em Mafra. Quando se fala da importância do incentivo à pesquisa, é também disto que se está tratando. Tais descobertas podem revelar muito sobre a pré-história do nosso Estado. Com isso pode-se atribuir veracidade a outros estudos que tratam da pangeia, que revela que todos os continentes teriam sido um único bloco, que depois foi dividido em continentes.

 

 

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