O engenheiro civil, Jeferson Breitenbach, formou-se, em 2017, na primeira turma de Engenharia Civil da Unoesc São Miguel do Oeste. Atualmente, ele é engenheiro concursado da Prefeitura de Romelândia, sócio de um escritório de Engenharia Civil, consultor de uma construtora na área de gestão da qualidade e professor da Unoesc. Na entrevista a seguir, ele conta como é seu dia a dia como engenheiro, como descobriu a paixão pela docência e o que o mercado de trabalho espera desse profissional.

1) Por que você optou em ser engenheiro civil?

Desde o Ensino Fundamental, tinha o sonho de ser engenheiro civil. Gostava de desenhar casas e resolver cálculos matemáticos. Com o passar do tempo, fui conhecendo mais sobre o curso e a profissão e tive a certeza de que era realmente essa a carreira que queria seguir. As oportunidades que o mercado de trabalho oferece, a remuneração e, principalmente, o fato de a Engenharia Civil possibilitar a materialização dos sonhos das pessoas fez com que eu escolhesse o curso para prestar  Vestibular.

2) Como é seu dia a dia como engenheiro civil?

Minha rotina sempre foi agitada desde a graduação. Nos dois primeiros anos da graduação, trabalhava em um restaurante de madrugada. Logo depois, comecei a trabalhar em uma construtora de manhã e, à tarde, no Laboratório de Materiais do curso de Engenharia Civil. Hoje tenho a minha agenda dividida entre a Unoesc, a Prefeitura de Romelândia, a construtora e o meu escritório.

3) Você atuou como estagiário do curso de Engenharia Civil e, atualmente, é professor do curso. Como o curso despertou em você o desejo de ser docente?

Durante o estágio no Laboratório de Materiais de Construção, tive contato com acadêmicos de outras fases, participava de aulas práticas, auxiliava na realização dos ensaios e solucionava dúvidas. Essas questões despertaram o interesse pela docência e hoje percebo o quão gratificante é poder participar do processo de ensino-aprendizagem dos acadêmicos.

A estrutura física, a qualificação do corpo docente e o ambiente de trabalho também contribuíram para esse desejo. Sinto-me honrado em ser diplomado e continuar fazendo parte do curso de Engenharia Civil da Unoesc, um curso com qualidade comprovada e com conceito quatro (em uma escala de um a cinco) na avaliação do MEC e no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade)

4) O que o mercado de trabalho espera do engenheiro civil?

Além do conhecimento técnico obtido na graduação, para alcançar o sucesso profissional o engenheiro precisa ser multidisciplinar. Certamente, é necessário o conhecimento dos softwares  de engenharia, dos cálculos, das normas e procedimentos específicos, mas dependendo da área de atuação é preciso mais do que isso. É preciso, desde características tradicionais, como organização, planejamento, ética, proatividade, empatia, comprometimento, como também habilidade para adaptar-se a mudanças, positividade, foco e engajamento com a organização.

5) Qual mensagem você deixa aos futuros engenheiros civis?

O momento da escolha de um curso de graduação é uma etapa muito importante na vida de qualquer pessoa, sendo que, provavelmente, é naquela área que atuará por muito tempo. Por isso, devemos optar por algo que gostamos, como retrata a frase clássica: “Escolha um trabalho que você ame e nunca terá que trabalhar em sua vida”. As questões de mercado e remuneração devem ser consideradas em segundo plano. Ao optar por uma instituição de ensino superior, é preciso analisar a qualidade do serviço prestado; a qualificação dos professores (inclusive experiência de mercado); estrutura física e de laboratórios; relação entre teoria e prática, entre outros. Para aqueles que já estão cursando Engenharia Civil, recomendo que se dediquem, façam estágio o quanto antes e aproveitem ao máximo esse período.

Jeferson Breitenbach

 Texto e Foto: Karine Bender/Ascom Unoesc

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