O fato de estarmos em casa acaba nos sobrecarregando de trabalho – além do trabalho em si, ainda temos afazeres domésticos e tantas outras atribuições. Mas chega à noite e a gente só quer é deitar no sofá e assistir um bom filme. Alguns trocam os canais da televisão, buscando uma produção que lhe atraia, outros já vão logo para a Netflix, atrás de algo que lhe possa ocasionar uma pausa, ou até mesmo de reflexão.

Pois hoje nós vamos te sugerir cinco produções nacionais. Já está na hora de romper com este preconceito. Há uma infinidade de histórias a serem reconhecidas. Os filmes estão listados na ordem decrescente de produção. O mais novo é o único que não foi produzido no Brasil, embora retrate um personagem brasileiro: Sérgio (EUA-2020), dirigido por Wagner Moura. Na sequência, O Barato de Iacanga (2019) que traz um recorte histórico da Música Popular Brasileira. Estes primeiros em tom documental. Depois deles, três longa-metragens de ficção: Como Nossos Pais (2017), O Vendedor de Sonhos (2016) e, finalmente, Hoje eu Quero Voltar Sozinho (2014). Boa sessão!

 

 

 

Sérgio

Ano: 2020
Direção: Wagner Moura
País: Estados Unidos
Elenco: Wagner Moura; Ana de Armas; Garret Dillahunt; Brían F. O’Byrne; Will Dalton; Clemens Schick; Bradley Whitford

 

O filme retrata de forma sensível o carismático diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Responsável, entre outras ações, por implementar a Nova Constituição no Timor Leste, após longa ocupação pela Indonésia. Morre em uma emboscada reivindicada pela organização Al Qaeda, enquanto prestava assistência a civis, no Afeganistão, em 2003. A trama traz também a sua relação com a economista argentina Carolina Larriera.

 

 

 

O Barato de Iacanga

Ano: 2019
Direção: Thiago Mattar

 

O documentário relata, através de imagens de arquivo e depoimentos, o Festival de Águas Claras. Entre 1970 e 1980. As quatro edições aconteceram em 1975, 1981, 1983 e 1984, e levou milhares de pessoas à Fazenda Santa Virgínia, na cidade de Iacanda, interior de São Paulo. Inspirado nos grandes festivais, o evento ficou conhecido como o Woodstock brasileiro. Entre as atrações estiveram Os Mutantes, O Terço, Jorge Mautner, Alceu Valença, Jards Macalé, Hermeto Paschoal.

 

 

 

 

Como Nossos Pais

Ano: 2017
Direção: Laís Bodanski
Elenco:  Maria Ribeiro; Paulo Vilhena; Clarisse Abujamra; Jorge Mautner; Sophia Valverde; Annalara Prates; Felipe Rocha; Gilda Nomacce; Cazé Peçanha;  Herson Capri; Heleninha Boskovic Cortez e Ralf Henze.
Prêmios: Festival de Cinema Brasileiro de Paris (Filme); Festival de Gramado (Filme, Direção, Montagem, Atriz, Atriz coadjuvante, Ator)

Rosa (Maria Ribeiro) é filha, mãe e esposa. Casada com Dado, que deixa a desejar no papel social que lhe cabe. Em um almoço de domingo, Rosa ouve declarações de Clarice (Clarisse Abujamra), sua mãe, que mudam a sua forma de agir e ver o mundo. A partir daí, desenrola-se a trama. O filme retrata uma família tradicional, desta forma, é fácil identificar-se com os personagens.

 

 

 

O Vendedor de Sonhos

Ano: 2016
Direção: Jayme Monjardim
Elenco: Dan Stulbach; Cesar Troncoso; Thiago Mendonça; Leonardo Medeiros; Marcelo Valle; Nelson Baskerville; Guilherme Prates;  Marcelo Flores. Stela Freitas; Kaik Pereira; Giselle Prattes e Malu Valle.

Júlio César (Dan Stulbach) é um psicólogo renomado, porém descontente com a vida. Ao tentar suicídio, é convencido a não fazê-lo por um mendigo (Cesar Troncoso). Este encontro muda a sua vida porque o faz perceber coisas que antes não via. Baseado na obra homônima do psicoterapeuta Augusto Cury, a lição que fica é que todos podemos ser vendedores de sonhos e vender uma vírgula para quem pensa em usar um ponto final.

 

 

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Ano: 2014
Direção: Daniel Ribeiro
Prêmios – 2014 – Festival de Berlim (Filme da Mostra Panorâmica / Filme com temática LGBT / 2° lugar Filme –público); Festival Internacional de Cinema de Guadalajara (Filme – público); Honolulu Arco-Íris Film Festival (Filme); Los Angeles International LGBT Film Festival (Filme Dramático / Longa Narrativo);  Torino International Gay and Lesbian Film Festival (Filme –público); New York Lesbian and Gay Film Festival (Filme); Skip City Film International D-Cinema Festival (Roteiro); Peace & Love Film Festival (Filme – Juri / Filme – público); Damn These Heels – Salt Lake City international LGBT Film Festival (Filme); Prêmio Quem de Cinema (Diretor / Ator); Athens International Film Festival (Filme – público) – 2015 –  Troféu APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte (Ator); SESC Film Festival (Filme / Diretor / Roteiro /Ator); Grande Prêmio do Cinema Brasileiro (Filme de ficção / Filme – público);
Elenco: Guilherme Lobo; Fábio Audi; Tess Amorim; Eucir de Souza; Isabela Guasco; Júlio Machado; Vicotr Filgueiras; Pedro Carvalho; Guga Auricchio; Naruna Costa; Lúcia Romano e Matheus Abreu

 

Léo (Guilherme Lobo) é estudante do Ensino Médio. Cego, ele conta com a companhia da amiga Giovanna, que diariamente o conduz até a sua casa, no retorno das aulas. Até que chega um colega novo, Gabriel (Fábio Audi) e une-se à dupla. Há uma expectativa sobre o primeiro beijo. O filme não levanta bandeiras, faz uma reflexão sensível sobre as relações. Léo sofre bulling constantemente pela sua condição de deficiente, e tem apoio nos amigos.

 

 

Deixe seu comentário pelo Facebook