“A vida agora é toda na internet!” Esta frase é dita e repetida a todo instante, desde que precisamos nos adaptar às novas formas de conduta. Estudo, trabalho, qualificação profissional e até mesmo relacionamentos: tudo via aplicativos de mensagens e reuniões – on-line.

Isso nos leva a refletir sobre o que é a internet e como é que ela funciona. Com estas dúvidas, procuramos o coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e de Engenharia da Computação da Unoesc Joaçaba, professor Jean Patrick Prigol, que me ajudou a entender do que se trata.

 

A internet começou de modo experimental nos laboratórios de defesa dos Estados Unidos, a ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network), interligando computadores em uma rede privada. Esta rede fomentou a ideia de uma rede global que permitisse a conexão de diversas redes. Foi então que, nos anos 1990, foi criada a primeira página de internet de forma semelhante a que conhecemos hoje. A partir daí, o cientista Tim Berners-Lee, decidiu que ela deveria ser livre de royalties. para assim ganhar popularidade.

 

 

Esta rede de computadores pode ter caráter local ou global, de acordo com Jean Patrick. Cada computador ligado a esta rede é identificado por um número IP (Internet Protocol), o que lhe permite acessar os inúmeros conteúdos disponíveis. E cada página na internet possui também um endereço IP. Este é identificado pelo nome que é dado a cada página, o que torna possível que ela seja encontrada. Por exemplo, a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) é encontrada através do endereço www.unoesc.edu.br.

Mas ainda outra questão nos intriga. Percebe-se que há uma grande instabilidade no sinal ou na qualidade do serviço que é entregue. Piada recorrente é que a internet adivinha quando temos uma reunião importante ou outro compromisso para cair. Temos sempre a ideia de que ela poderia estar sempre à nossa disposição para que possamos desenvolver da melhor forma o trabalho que precisa ser desempenhado, ou para que a reunião com os clientes aconteça sem interrupção, sem quedas no sinal e até mesmo para podermos assistir tranquilamente aquele filme nas plataformas de streaming. O professor explica:

 

Há vários fatores que determinam a internet ser boa ou ruim. O primeiro deles é a velocidade contratada: quanto maior melhor. Uma velocidade fornecida facilmente pelos provedores de internet é maior do que 30Mbps (Mega bits por segundo), passando dos 100Mbps em vários casos. Mas a estabilidade do sinal é fundamental. Quem tem acesso via rádio (antena) pode sofrer oscilações, e uma conexão via fibra óptica será mais estável. Porém não é só isso, o roteador utilizado e o próprio equipamento são fatores que determinam a velocidade final e a experiência do usuário.

 

A “queda” da internet é algo que nos prejudicava eventualmente, antes da pandemia. Algumas pessoas sequer tinham queixa disso porque utilizavam a internet apenas no trabalho ou para questões de entretenimento. Mas neste momento que estamos em casa – embora já com as atividades bastante flexibilizadas – acostumamo-nos a atividades diversas. E claro, o próprio trabalho veio para dentro de casa. Reuniões; cursos de atualização; as antigas palestras transformaram-se em lives (ao vivo) no Instagram, no Youtube ou no Facebook; os próprios eventos acadêmicos ocuparam este espaço. O professor explica que vários fatores podem determinar esta instabilidade:

 

 

São vários os fatores. Pode ser um problema interno com roteador wi-fi, pode ser no acesso ao provedor de internet, quando acontece um congestionamento da rede ou queda do serviço prestado. E, finalmente, os servidores que hospedam páginas de internet ou serviços de streaming, podem sofrer problemas de conexão ou de congestionamento, quando muitos usuários acessam o mesmo serviço ao mesmo tempo.

A realidade é que este serviço se tornou indispensável em nossas vidas. Mesmo depois que as rotinas voltarem a ser presenciais, acreditamos que a maioria de nós terá se acostumado a “viver na internet”.

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