Como escolher a profissão? Esta questão é tratada aqui de diferentes formas. Volta e meia levantamos algumas ideias de como devemos fazer esta opção. Definirmos o caminho a seguir levando em consideração que a profissão futura dê conta de resolver um problema pessoal é questão para horas de debate.  Pois, a partir do relato de Thayná de Oliveira, 21 anos, acadêmica de Nutrição, publicado no Instagram da Unoesc Videira na última semana, nos levou a ver esta questão de forma mais sensível. No vídeo ela conta porque fez esta opção. Aos 10 anos de idade, a acadêmica começou a desenvolver sintomas de um transtorno chamado Anorexia. Por isso, e por conviver com o nutricionista desde sua infância, no Ensino Médio já pensava em cursar Nutrição. 

 

 

Comecei a ter “sintomas” do Transtorno com 10 anos. Aos poucos fui “cortando” alguns alimentos, e me alimentando cada vez menos. Na época eu não tinha noção de que estaria desenvolvendo um transtorno. Com 12 anos comecei a frequentar uma psicóloga, que comentou com meus pais sobre a doença.

 

 

Como se isso não bastasse, a adolescente desenvolveu, também, o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), tinha obsessão com organização e limpeza. E a sua ansiedade a levava também a ter crises de Síndrome do Pânico. Para controlar estes males, sempre precisou de acompanhamento psicológico. 

 

 Apenas com 14 anos que de fato compreendi que tinha o transtorno e que precisava me tratar. Tinha emagrecido muito, além do considerado normal. Já estava em risco. Desta forma compreendi a gravidade da doença.

 

Diferente do que muitos pensam, Thayná foi buscar e encontrou respostas para si mesma no curso de Nutrição. Foi lá que passou a compreender o papel dos nutrientes não só para a saúde física, mas também na saúde mental. Conhecer os alimentos a fez ter o conhecimento necessário para escolher os alimentos que hoje ela consome. 

 

Além do mais, pelo fato de conhecer os alimentos, eu comecei a elaborar as minhas refeições, o que tem me proporcionado prazer na hora de me alimentar e tem contribuído muito no controle da Anorexia.

 

Thayná fala de forma descontraída sobre comer alimentos saudáveis. Diz que acabou se acostumando com esta prática, já que é um dos pontos vitais do curso. Mas ela diz que aprendeu também que um pouco de “besteiras” podem fazer bem também, porque desperta outros fatores emocionais que podem ser importantes para a sua vida. Ela diz que a psicóloga a ajudou a de “permitir” a comer algo não saudável, curtir com sua família aos finais de semana.  A acadêmica de Nutrição recomenda que as pessoas passem a perceber os seus corpos, prestar atenção nos alimentos que consomem e o resultado que isso gera. A palavra-chave, de acordo com Thayná, é reflexão. 

 

 

 

 

Em qualquer transtorno: anorexia, compulsão alimentar, obesidade, ansiedade, tudo tem seu tempo. Você quer emagrecer? Mude seus hábitos, pense na sua rotina, não há nada milagroso. É preciso ter persistência e paciência.

 

 

 

 

Thayná trata dos seus transtornos há 10 anos e já entendeu que o caminho ainda é longo. Por isso exerce a paciência diária e dá muita atenção aos seus sentimentos e emoções. Para se ter a saúde é preciso ter controle sempre. Além disso, diz ser importante que cada pessoa possa tomar suas próprias decisões, sem a interferência do que um ou outro pensam, sem se ater a modismos, pois cada ser é único, e cada ser tem suas qualidades e virtudes, não só defeitos.