Ao acordar, café. Durante o expediente do trabalho, café. À noite, café. Ao visitar um amigo, um parente, café. Puro ou com leite. Quente ou gelado, na culinária. Quem é que resiste ao aroma do café sendo preparado? Se você é curioso e tem interesse em saber mais sobre esse produto, temos uma dica para te dar.

Neste sábado (25) acontece, na Unoesc Videira, o evento denominado Café com Engenharia, promovido pelo Curso de  Engenharia Química e aberto ao público. O professor Rodrigo Geremias, coordenador do Curso, contou-nos que haverá demonstração prática dos fenômenos químicos envolvidos no café.

Cada equipe receberá o café cru e professores de operações unitárias vão ensinar sobre o processo de torra, moagem, peneiramento, extração e filtração. Será feita uma análise sensorial com cafés de diferentes tipos de torras e moagem para os alunos entenderem a influência de cada operação no gosto final dessa preciosa bebida.

 

 

Durante o evento, os professores do Curso falarão sobre o processo industrial do café, enquanto um representante de uma empresa produtora de filtros de café (Suprema) vai falar sobre os equipamentos, o rendimento, a produção e as novas possibilidades nesse mercado.

Lembrando que são apenas trinta vagas e acontece neste sábado (25), das 13h30 às 16h30, no Bloco K, Laboratório de Processos Industriais da Unoesc Videira. Qualquer dúvida, pode entrar em contato com o professor Rodrigo Geremias, pelo telefone (49) 3533-4442 ou pelo e-mail rodrigo.geremias@unoesc.edu.br. Inscrições aqui.

 

História do Café

Mesmo sendo um assunto que tanto nos interessa, pouco ouvimos falar sobre como surgiu esta cultura aqui no Brasil, de onde veio o café, qual a sua trajetória até chegar ao que representa para nós hoje o seu consumo. Por isso, resolvemos buscar tais informações.

O café tem origem na região da Etiópia (África Oriental). Conta-se que um pastor de cabras percebeu que o seu rebanho se portava de forma diferente ao consumir umas folhas de uma árvore que produzia uns frutos que variavam do amarelo, vermelho e marrom. Isso lhes dava mais energia. Foi então que o pastor questionou um monge, que passou a observar e dialogar com outros sobre o assunto.

Na Arábia, a planta era considerada medicinal e utilizada em rituais religiosos, permitindo que os vigilantes tivessem mais disposição. No século XIV, o produto já demonstrava potencial econômico.  A região de Moca, principal porto do Iêmen, era também o lugar de maior cultivo e exportação do produto no mundo árabe.

 

Em 1615, o café chega a Veneza, de onde se propagaram técnicas de torra e moagem do produto. No entanto, o fato de a bebida ter vindo de um país muçulmano, foi considerado herege. A Igreja Católica lutava, naquele momento, para reafirmar sua força, depois de ter sofrido a Reforma Luterana de Martinho Lutero (1517).

A cultura do café se espalhou pela Europa depois de entrar pela Itália. Para ilustrar, trazemos uma curiosidade: em 1732, Johan Sebastian Bach compôs a Cantata ao Café, em que exaltava as qualidades da bebida.

Em 1884, em Turim (Itália) foram criados os primeiros protótipos que dariam origem às primeiras máquinas de café. Quando acionadas, era aquecida uma caldeira de água, que levava a um duto com borra de café. A solução era levada a outra caldeira, onde o café estaria pronto. Ainda na Itália, aperfeiçoou-se esse processo, introduzindo o filtro, o que dinamizava o tempo de preparo.

No entanto foram os holandeses, que dominavam o comércio marítimo no século XVI, os responsáveis por disseminar o café pelo mundo.

 

América do Sul – Brasil

A antiga Guiana Francesa, hoje Suriname, foi o pioneiro no plantio do café na América do Sul. Um militar paraense introduziu a planta em Belém, capital do Pará, em 1727. Há informações de que no Maranhão já se encontravam mudas antes disso. A planta não se adaptou ao clima paraense e passou a ser produzida em outros estados: Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Minas Gerais. No século XIX, quando a Família Real se muda para o Brasil, a cultura do café assume papel de protagonista na economia. Abrem-se os portos, as cidades são urbanizadas, são abertas também linhas ferroviárias, que transportariam o produto.

Atualmente, o Brasil produz um terço do café do mundo. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta Minas Gerais, seguido de Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia e Paraná como os maiores produtores de café Arábica, Canéfora e Conifon do país. De acordo com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de 2020 representou um recorde da série histórica, somando 63,08 milhões de sacas. Para 2021, a previsão é de queda na produção.