Comumente nós apresentamos, aqui no Blog da Unoesc, dicas de livros, filmes, obras literárias que são pedidas em vestibulares ou que se destacam em determinada área. E mantemos esta prática entendendo que são normalmente as questões onde os estudantes apresentam maiores dificuldades, por envolver a interpretação destes textos. Pensando nisso, buscamos os autores que são mais trabalhados nestas questões para tentarmos entender o motivo que leva estas obras estarem sendo referenciadas ou utilizadas nas provas.  Elencamos alguns autores, buscando apresenta-los dentro dos contextos em que as obras foram publicadas. Entendendo as referências históricas, fica mais fácil sabermos porque devemos conhecê-las.

 

José de Alencar

Destacamos, de José de Alencar, Iracema (1865), Senhora (1874), Guarani (1857). Quando o Brasil finalmente se tornou uma nação independente de Portugal (1822), os livros passaram a trazer questões subjetivas, como o nacionalismo, a identidade. Foram três gerações de autores com características diferenciadas. A primeira geração trazia a exaltação da natureza, falava da natureza e mostrava o índio, então, como uma espécie de herói. Já a segunda mostrava um pessimismo maior, melancolia, a morte como solução. Mas também exaltavam a mulher. E a terceira geração estava engajada nas ideias republicanas, na realidade social e já incorporam às suas histórias a cultura negra.

 

Machado de Assis

Não precisamos pesquisar muito para colocá-lo no topo da lista. Opiniões à parte, é importante ler e conhecer este autor, considerado um dos principais nomes da literatura brasileira. Memórias Póstumas de Brás Cubas, é entendida como a obra original do Realismo, que foi o movimento literário que sucedeu o Romantismo. As ideias da terceira geração romantista foram ampliadas. Os escritores usavam uma linguagem mais clara, apresentando temas do cotidiano. Agora os personagens eram apresentados quanto às suas características psicológicas, em narrativas lentas, cheias de detalhes.

 

Carlos Drumond de Andrade

Outro nome que não pode faltar na sua lista de leituras. O escritor – poeta, contista, cronista – é enquadrado na segunda fase do Modernismo Brasileiro, período em que predomina a denúncia social. Drummond faz parte da Geração de 30 ou Poesia de 30, onde se enquadram também Cecília Meireles e Vinícius de Moraes. É a geração que viveu o impacto da quebra da Bolsa de Valores de Nova York, acontecimento que marcou o século XX. Fábricas pararam suas produções, as relações comerciais se abalaram, bancos foram á falência. Ao mesmo tempo, as ideias comunistas e socialistas se ampliam, marcando este período crítico do capitalismo.

Em 1928, Drummond de Andrade publica No Meio do Caminho, na Revista de Antropofagia, um escândalo para a época. Além deste poema, destacamos também Brejo das Almas (1934), Sentimento do Mundo (1940) e A Rosa do Povo (1945)

 

Clarisse Lispector

Outra representante do segundo período do Modernismo Brasileiro, a ucraniana Clarisse Lispector é reconhecida por seus textos mais intimistas, onde questiona a sua própria intimidade. São textos introspectivos, escritos de forma não-linear, conhecido na literatura como fluxo de pensamento. Destacamos, da autora, A Hora da Estrela (1977), Laços de Família (1960) e Felicidade Clandestina (1971).

 

Luiz Fernando Veríssimo

Pulamos agora para um autor contemporâneo. O contista e cronista brasileiro costuma tratar de questões cotidianas em seus textos, sempre escritos com muito humor e ironia. Ele também é autor da tirinha As Cobras, onde costuma fazer críticas sociais e políticas.  Não deixe de ler O Analista de Bagé (1981). A Grande Mulher Nua (1975), Ed Mort e Outras Histórias (1979) e Comédias da Vida Privada (1994), que chegou a ser adaptado para a televisão (1996-1997).