Quando se fala em agricultura, os mais românticos – ou antigos – podem imaginar aquela paisagem bonita, com o trabalhador acordando cedo para ter tempo de desempenhar todas as funções que a vida no campo lhe pede.  Desde o trato dos animais, da terra, a semeadura, colheita e tratamento da produção e outros detalhes da lida diária. Não havia tempo para fazer mais nada que não estivesse dentro desta rotina.

 

Mas os tempos são outros. Hoje, boa parte do trabalho pode ser automatizado. Desta forma, os processos operacionais de produção agropecuária são monitorados, controlados e executados por meio de máquinas e ou dispositivos mecânicos, eletrônicos ou computacionais para ampliar a capacidade de trabalho humano e armazenamento de informações. Isso quem nos conta é o professor Luiz Paulo Rauber, que dá aula na Pós-graduação (Especialização) em Agricultura de Precisão, disponível na Unoesc Campos Novos.

 

A automação exerce a sua função sobre processos agrícolas, pecuários e florestais para aumentar a produtividade; otimizar o uso de tempo, insumos e capital; reduzir perdas na produção; aumentar a qualidade dos produtos e melhorar a qualidade de vida do trabalhador rural.

 

Vale ressaltar que as tecnologias são uma aliada do homem, na produção agrícola. No entanto, para que seja utilizada de forma adequada, é preciso ter conhecimento. Com isso, seremos capazes de utilizar de forma correta as tecnologias que são disponibilizadas a todo instante. Sendo assim, o professor Luiz Paulo complementa que, com base nas diferentes ferramentas utilizadas na Agricultura de Precisão (AP), consegue-se ter a exatidão dos locais que precisam de uma atenção específica.

 

 O primeiro passo para a adoção da Agricultura de Precisão na propriedade rural é o georreferenciamento da lavoura (malha amostral). Além disso, o aumento da produção é devido a uma gestão eficiente da propriedade, onde tem-se o conhecimento de todos os fatores envolvidos.

 

As geotecnologias, ou seja, a automação das informações coletadas na lavoura, são obtidas pelo uso do geoprocessamento, que são as informações espaciais. A isso se tem acesso com o uso do sensoriamento remoto, com as imagens obtidas por meio de sensores (NDVI). Com isso, obtêm-se os mapas temáticos, que auxiliam para se adquirir informações sobre o objeto de análise. Luiz Paulo completa:

 

O mapa de produtividade é uma das formas mais eficientes de se verificar o quão eficaz foram as ações de manejo aplicadas na área. Juntamente com os mapas de solo será possível compreender as relações que ocasionaram uma maior ou uma menor produtividade na lavoura.

 

Esta inserção da tecnologia na agricultura é conhecida como Agro 4.0, que conecta, por meio de computação em nuvem, um grande volume de dados, o que dá suporte à tomada de decisões de manejo. Mas isso não significa abandonar o conceito de “agricultura sustentável” – tecnicamente correta, economicamente viável, ambientalmente aceitável e socialmente justa.

 

Pós-graduação em Agricultura de Precisão

 

O professor Luiz Paulo garante que o conhecimento repassado no curso de Especialização em Agricultura de Precisão auxiliará no gerenciamento de ações adotadas em lavouras, como por exemplo, na semeadura em taxa variável, distribuição de corretivos, fertilizantes e defensivos agrícolas em taxa variável, no uso de equipamentos embarcados em máquinas e implementos agrícolas, na interpretação de mapas de solo e de produtividade, além da interpretação e relação do grande número de informações produzidas pela Agricultura de Precisão.

 

A Especialização proporcionará ao profissional em busca de especialização, as ferramentas mais modernas que existem (tecnologias digitais) e suas aplicações no campo, dando condições para que novas técnicas possam ser utilizadas nos mais diversos ramos das atividades agrícolas, que irão auxiliar no gerenciamento da empresa rural.