Teste. Um exame feito para validar as características ou qualidades de algo ou alguém. Na linguagem do marketing, este é o fator determinante para a aplicação da metodologia conhecida como Growth Fackting.  O assunto foi esmiuçado na noite de terça-feira (27) por Raphael Lassanse, um dos sócios da Growth Team, empresa especializada em Marketing Digital. Ele falou aos participantes do III Congresso de Comunicação, Mídia e Sociedade, desenvolvido pelo curso de Publicidade e Propaganda da Unoesc Joaçaba.

O marketing adora uma palavra da moda: inbound, outbound, um sem número de siglas, inteligência artificial, e GROWTH RACKING tem sido tratado como mais uma palavra da moda. Mas você vai ver que não é. Além de um método, é uma cultura.

Estas foram as palavras que iniciaram a exposição do empresário carioca. Ele contou que percorreu um longo caminho atrás da resposta para uma interrogação que o intrigava: Por que as empresas do Vale do Silício crescem mais rápido que as outras? Com isso passou a estudar metodologias, teorias. Deixou de apenas replicar soluções já testadas e passou a fazer os seus próprios testes em busca das táticas não convencionais que pudessem acelerar os negócios.

Se nós fôssemos traduzir, então poderíamos tratar como um atalho para o crescimento. Na verdade, é a evolução de uma gama de outros conceitos. A base do processo do Growth é científica. Uma teoria científica é feita formulando-se hipóteses. A partir destas são feitos experimentos e então são identificados os resultados – que podem confirmar ou não a hipótese inicial.

Raphael mostra algumas destas teorias nas quais serviram de base para o Growth hacking. O Scrump foi a primeira metodologia ágil, criada em 1995, pensando em acelerar os processos de softwares, que ainda eram produtos bastante novos. A partir desta formulação, surge o que ficou conhecido como Funil Pirata, formulado por Dave McLure, em 2007. O funil permite o monitoramento do processo desde o primeiro contato do consumidor com a empresa, eliminando os gargalos desta relação.

A gente não pode pensar em crescimento embasado em puro achismo. Não dá pra tirar a solução da cabeça ou simplesmente copiar uma tendência. Tudo requer estudo, testes, que são feitos de acordo com cada cliente, com cada realidade. E estas experiências, estas metodologias, com base científica, podem e devem nos servir de anteparo para pegarmos as soluções que já foram encontradas e testar dentro da realidade das nossas empresas. Tenho feito isso há alguns anos e é baseado nisso que funciona o growth hacking

O único foco que não nos pode escapar é o crescimento. É pensando nele que desenvolvemos as nossas estratégias. Desenvolvemos um marketing orientado por experimentos. Através de um processo lógico que define o que deve ser feito antes. Depois disso, são feitos os testes viáveis. Lassanse diz que o seu objetivo é validar a hipótese.

A partir do momento que a minha hipótese deu certo, aí é que eu posso começar a gastar dinheiro, tempo, energia. O objetivo do processo de growth é reduzir riscos. Por isso é fundamental testar antes.

O palestrante dá dicas, através de cinco passos, para aqueles interessados em usar esta prática, que é muito mais que isso, pois é baseada, como ele gosta de repetir incessantemente, pois é baseado em dados científicos. O que faz crer que o uso de testes como etapa primeira, antes de se lançarem campanhas de marketing sem se ter a mínima ideia do que vai gerar lá na frente.

Eu costumo chamar isso de mania – talvez seja mesmo apenas um hábito. A maioria de nós, que lida com marketing digital, gosta de apenas replicar experiências que deram certo. E temos que parar de fazer isso. O growth é prova disso. Precisamos não apenas captar os clientes, mas reter ele com a gente, gerar uma relação de troca que o prenda conosco e que possamos, juntos, crescer.

A palestra seguiu apresentando relatos de empresas que já aplicam esta metodologia e que conseguiram, com isso, bons resultados. A apresentação foi muito reverenciada por aqueles que acompanharam, via transmissão no You Tube do curso. Antes de passar a palavra ao palestrante, até mesmo o Reitor da Unoesc, professor Aristides Cimadon, apareceu para dar as boas-vindas ao empresário e desejar uma boa semana de evento a todos.

O III Congresso de Comunicação, Mídia e Sociedade aconteceu concomitante à XIX Semana Acadêmica de Comunicação e ao VI Edição dos Anais Eletrônicos de Comunicação Social. A sua programação teve início na segunda-feira (26), com a apresentação do Teatro Mágico. No segundo dia aconteceu esta palestra que estamos relatando. Já na quarta-feira foi a vez de falar sobre Briefing. Na quinta o tema foi Direção de Arte e a sexta-feira foi dedicada aos Anais Eletrônicos. A programação pode ser revista no Youtube.