Professor William César Gavasso faz uma reflexão acerca do cotidiano individual na saúde mental coletiva

Professor William César Gavasso faz uma reflexão acerca do cotidiano individual na saúde mental coletiva

 

Em termos gerais, a saúde coletiva vem agregando inúmeras teorias e conceitos referentes à assistência voltada ao cuidar da saúde. Com esse foco inócuo nos mais diferentes sistemas de saúde no mundo e, ainda mais evidente, no Sistema Único de Saúde (SUS), a intervenção em fatores não patológicos da sociedade implanta uma alternativa menos traumática no tratamento de saúde. Alternativas coletivas como enfatizar a cultura de cuidados à saúde de maneira coletiva e a reduzir da visão médica-intervencista e hospitalocêntrica nas pessoas funcionam como alternativas interessantes no que tange o foco preventivo.

Neste contexto, a Atenção a Saúde Mental vem se perpetuando derradeiramente através, principalmente, pelo seu vínculo psicossocial e biológico, compreendendo o ser humano como uma criatura muito mais complexo e com caráter coletivo. Ainda, como um ser que tem suas necessidades pessoais, e individuais, diretamente associadas às coletivas.

O processo de inserir o indivíduo dentro de uma realidade assistencial coletiva constitui um grande desafio aos sistemas de saúde, onde o foco voltado a resolutividade pode se perder devido a complexidade individual de cada um. Para isso, focar as organizações de trabalho para as peculiaridades comuns e coletivas, buscando integrar os fatores associados ao seu ambiente na busca de uma solução tangível e eficaz, traz consideráveis melhorias dos processos patológicos psíquicos. Além do mais, desperta nos profissionais um potencial de ascender novas estratégias voltadas a Promoção em Saúde Mental, integrando seu papel técnico-profissional ao de educador.

Esse caráter educacional do profissional de saúde, como agente sanitário envolvido na capacitação as pessoas no enfrentamento das situações cotidianas, beneficia conjuntamente a população e o sistema de saúde. Isso porque a atenção voltada a prevenção da patologia mental gera menos intervenções curativas e menos investimento de tempo do profissional com terapias individuais.

Trabalhar focando o cotidiano melhora os resultados do trabalho em saúde, pois, em se tratando de saúde mental, a maioria dos distúrbios podem ser desencadeados por alterações ocorridas na rotina individual. Situações como stress com trabalho e pessoas, conflitos domiciliares ou sociais e a baixa tolerância às decepções tendem a tornar o ser mais susceptível ao aparecimento de doenças mentais.

Considerando, dentro de uma perspectiva geral, a assistência prestada no campo da saúde mental na coletividade visa primariamente o empoderamento das pessoas saudáveis sobre o enfrentamento das situações que podem dar origem aos distúrbios psíquicos. Esse processo envolve uma preparação por parte do profissional de maneira a se aprofundar no comportamento humano e prever as situações que estarão presentes na sociedade com vistas ao apoio técnico nos momentos de enfrentamento das situações.

Neste contexto, há de se perceber que os profissionais da saúde desempenham forte influência no desempenho dos comportamentos humanos, porém deve se destacar que, para isso e para otimizar o tempo de trabalho, deverá realizar suas funções mais próximo à comunidade e de maneira coletiva, traduzindo o seu conhecimento a uma linguagem coloquial capaz de capacitar a comunidade.

Dentro de toda esta conformidade, a necessidade de capacitar os profissionais a se inserir e contribuir efetivamente na atenção à saúde mental coletiva se estabelece como forte estratégia no enfrentamento dos problemas mentais desenvolvidos na sociedade, focando especialmente no caráter preventivo primário, desenvolvendo o senso crítico para o estabelecimento de metas assistenciais tangíveis que façam a diferença na assistência à saúde mental.

 

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Diplomada da Unoesc conta como é o dia a dia do farmacêutico em um hospital

Diplomada da Unoesc conta como é o dia a dia do farmacêutico em um hospital

 

A jovem diplomada da Unoesc São Miguel do Oeste, Diana Sarzi, formou-se, ano passado, em Farmácia. Em busca de novos conhecimentos e desafios, ela não parou de estudar e está cursando a pós-graduação em Farmácia Clínica na Unoesc. Nesta semana, o Blog da Unoesc entrevistou a Diana para saber como é seu dia a dia como farmacêutica responsável pela farmácia do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, do Extremo-oeste catarinense. Confira abaixo a entrevista:

 

O que te motivou a cursar a graduação de Farmácia?

Sempre gostei da disciplina de Química e das matérias que envolviam cálculos. Fui incentivada pelos meus professores da escola a cursar Farmácia. Comecei a pesquisar sobre o curso e a área de atuação e me identifiquei muito com a profissão. A possibilidade de atuação do farmacêutico em mais de 70 áreas no mercado de trabalho foi uma das grandes motivações a ingressar no curso. O farmacêutico pode trabalhar com análises clínicas, em indústrias farmacêuticas e de alimentos, em farmácias públicas, privadas e hospitalares e atuar na área de estética.

 

Como é seu dia a dia como farmacêutica responsável pela farmácia do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso?

O meu dia a dia como farmacêutica é desafiador. O trabalho na área hospitalar demanda de uma gama de informações e afazeres diários. Contudo, quando observamos nossos resultados e, principalmente, quando percebemos que as mudanças geraram impactos positivos para o paciente, a atividade torna-se prazerosa.

 

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Diana Sarzi é farmacêutica do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso (Foto: Marcieli Berti/Ascom HRTGB)

 

Qual o perfil que o profissional farmacêutico deve ter?

O farmacêutico deve ser o mais dinâmico possível. Não basta entender somente de medicamento, já que esse profissional também atua em áreas administrativas nas empresas em que trabalha. De modo geral, o profissional deve conhecer a gestão e os objetivos da empresa, em que desenvolve as atividades. Além disso, deve desenvolver habilidades de liderança, já que, em algum momento da carreira, pode estar à frente de uma equipe.

 

Qual a importância de cursar uma pós-graduação para a carreira?

A pós-graduação proporciona ao farmacêutico o aperfeiçoamento dos seus conhecimentos em áreas específicas de atuação. O profissional que trabalha com promoção, prevenção e recuperação de saúde de uma população deve manter seus conhecimentos atualizados e aperfeiçoados na sua área, garantindo segurança ao público que atende. A farmácia clínica permite ao farmacêutico entender como atuará nessas fases de promoção, prevenção e recuperação e nos guia às diferentes formas de atuarmos nos estabelecimentos de saúde, com o foco da nossa atuação: a atenção ao medicamento.

 

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Diana Sarzi (Foto: Marcieli Berti/Ascom HRTGB)

 

Estrutura do curso de Farmácia

O curso de Farmácia da Unoesc São Miguel do Oeste forma profissionais preparados para o mercado de trabalho. Os acadêmicos têm aulas em laboratórios didáticos e modernos para o desenvolvimento de atividades como: exames laboratoriais, análises microbiológicas, formulações de medicamentos, controle de qualidade em medicamentos, elaboração de produtos alimentícios, controle de qualidade em alimentos, entre outros.

 

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Acadêmicos têm aulas em laboratórios didáticos e modernos

 

Segundo o coordenador do curso, professor Eduardo Ottobelli Chielle, durante a graduação, são utilizados os laboratórios de Anatomia Humana, Fisiologia, Química, Bioquímica, Microbiologia, Biologia Molecular, Parasitologia, Uroanálise, Hematologia, Imunologia, Primeiros Socorros, Citopatologia, Tecnologia Farmacêutica, Farmacognosia, Cosmetologia e o Laboratório de Tecnologia de Alimentos.

Além das aulas práticas que simulam o cotidiano do profissional, nos laboratórios são desenvolvidas inúmeras pesquisas de ponta, que são publicadas em revistas internacionais e de renome.

 

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Aulas práticas simulam o cotidiano do profissional farmacêutico

 

Saiba mais sobre o curso de Farmácia, no site da Unoesc. A instituição está com inscrições abertas para o curso de especialização em Farmácia Clínica. Clique aqui e garanta sua vaga!

 

5 motivos para fazer especialização em Engenharia Diagnóstica

5 motivos para fazer especialização em Engenharia Diagnóstica

 

Nesta semana, o Blog da Unoesc traz 5 motivos para você fazer a especialização em Diagnóstico de Engenharia: Patologia, Recuperação e Perícia em Construção Civil. O coordenador do curso, professor Fabiano Alexandre Nienov, destaca a importância do curso para os engenheiros recém-formados.

 

1. Aperfeiçoamento na área de patologia e recuperação em obras de engenharia civil

Cada vez mais, as empresas têm carência de mão de obra especializada. Por isso, o curso é uma oportunidade para capacitar profissionais a diagnosticar e prevenir anomalias construtivas e falhas de manutenção em construções. Além de habilitá-los a recuperá-las adequadamente, quando necessário.

 

2. Estudar as causas de patologias em obras de construção civil como forma de evitá-las em futuras obras

No curso, o aluno conhecerá as mais modernas técnicas de diagnóstico de manifestações patológicas. O profissional será capaz de especificar e diferenciar materiais utilizados no reparo e reforço de obras civis com manifestações patológicas instaladas.

 

3. Atuar em perícias na engenharia de construção civil e ter subsídios para entendimento da legislação existente

O curso fornece subsídios técnicos para profissionais que atuam ou queiram conhecer melhor a área de perícias que envolve a construção civil, apresentando casos e discutindo formas de melhor realizar os trabalhos, conforme a legislação existente.

 

4. Aulas ministradas por professores qualificados com experiência no mercado de trabalho

Para ministrar as aulas, a Unoesc busca trazer profissionais de outros estados. Dessa forma, o aluno conhece uma realidade diferente e as novas tendências de mercado, sem a necessidade de se deslocar para fazer uma especialização em outra cidade.

 

5. Cultivar uma rede de contatos com professores e colegas para prosperar novos negócios

A pós-graduação é uma oportunidade para se aprofundar em uma área que você se identifica. Ela também é responsável por fazer com que a sua visão de mundo seja ampliada. Você adquire novas experiências, tem contato com diversos profissionais e convive com outras realidades, que talvez não tivesse acesso antes de ingressar na especialização. Além disso, permite que a construção do seu currículo seja mais específica e que você tenha as qualificações necessárias para desempenhar sua função dentro de qualquer empresa.

 

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5 novas necessidades do mercado de trabalho para formados em tecnologia

5 novas necessidades do mercado de trabalho para formados em tecnologia

 

A professora Rosicler Felippi Puerari, coordenadora do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Unoesc Xanxerê, recentemente participou do Campus Party, em São Paulo. O evento, que ocorreu de 31 de janeiro a 3 de fevereiro, reuniu centenas de campuseiros – como são chamados os participantes da feira –, do país e do exterior.

Na oportunidade, a professora acompanhou a apresentação das mais recentes inovações e tendências nas áreas de Tecnologia e Design. A seguir, com base em suas observações do evento, ela lista cinco novas necessidades do mercado de trabalho para formados em tecnologia:

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Saiba mais sobre a área da psicopedagogia clínica

Saiba mais sobre a área da psicopedagogia clínica

 

A Psicopedagogia é a ciência centrada no estudo do desenvolvimento humano, e ao longo dos anos vem seguindo influências de várias correntes teóricas relacionadas a aprendizagens. Uma necessidade da contemporaneidade que vem ganhando notoriedade no seu fazer a partir do momento em que se entende que a educação acadêmica e social é um direito de todos e para todos, e que o sistema de ensino como um todo necessita preparar-se para adequar-se as diversidades.

Muito embora haja planejamento, o dia a dia na clínica psicopedagogia inicia-se quase sempre com novos desafios, quando nos deparamos com cada família e suas singularidades.

Ao avaliar e fazer as devidas intervenções psicopedagógicas vamos nos dando conta do que há no entorno.  E assim, cada caso é uma caixinha de surpresas que nos condiciona a aprimorar nossas escutas, avaliar o ser humano muito além de suas aparências ou do que nos verbalizam.

Quando nos chega uma criança ou adolescente e suas singularidades, se apresenta também a família e suas ansiedades, o sistema e suas dificuldades, o professor e suas inseguranças.

A Psicopedagogia na clínica vem como a ciência que pode acompanhar a evolução social do ser humano, auxiliar no seu desenvolvimento neuro/psico/social, buscar formas de mediar as questões que por ventura possam dificultar sua interação com o meio acadêmico e social.

A psicopedagoga Albertina Chraim afirma que a sua ação na clínica permite que ela seja uma ponte, um elo, que leva a criança ou o adolescente, a alcançar sua autonomia, sendo capazes de conquistar seus próprios desejos, dentro de um padrão social que lhe permita a segurança e satisfação pessoal.

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Psicopedagoga Albertina Chraim, proprietária do Núcleo de Atenção Multidisciplinar da Saúde e da Educação (Nuamse), em Florianópolis

Conheça o Canal no YouTube do professor Pablo Belchor que auxilia os acadêmicos de Engenharia nos estudos

Conheça o Canal no YouTube do professor Pablo Belchor que auxilia os acadêmicos de Engenharia nos estudos

 

Os assuntos podem parecer complicados, mas com a ajuda do professor Pablo tudo fica mais simples. E contar com a tecnologia, nessas horas, fica ainda melhor! Essa é a proposta do Canal no YouTube do professor Pablo Belchor. Além do conteúdo de qualidade disponível on-line, a ferramenta é uma ótima aliada para quem quer estudar em casa.

Nesta semana, o Blog da Unoesc entrevista o professor Pablo Belchor, que comenta um pouco mais sobre a trajetória do seu Canal. Se inspire na história dele e não deixe de assistir os vídeos. Desejamos muitos likes, visualizações, seguidores e compartilhamentos deste grande trabalho, que já é sucesso!

No dia 9 de fevereiro, o professor Pablo estará ministrando uma oficina aos professores da Unoesc, sobre a elaboração de vídeos para o YouTube. Como criar uma conta, dicas de gravação, transferência de arquivos, edição e publicação de vídeos, serão as temáticas do encontro, que ocorrerá na Unoesc Joaçaba.

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De acadêmica a professora da Unoesc, Eliandra fala sobre sua profissão de bióloga e pesquisadora

De acadêmica a professora da Unoesc, Eliandra fala sobre sua profissão de bióloga e pesquisadora

 

A professora, doutora Eliandra Mirlei Rossi, iniciou, em 2001, o curso de Ciências Biológicas na Unoesc São Miguel do Oeste. O gosto pelas pesquisas iniciou ainda na graduação, quando começou a trabalhar nos laboratórios da universidade como estagiária. Em 2006, iniciou a carreira como docente. Doutora em Microbiologia Agrícola e do Meio Ambiente, Eliandra desenvolve pesquisas sobre diversos assuntos como microbiologia médica, microbiologia de alimentos e ambiental.

No final de 2015, a professora recebeu o prêmio do International Committee on Food Microbiology and Hygiene – ICFMH (Comitê Internacional de Microbiologia de Alimentos e Higiene), com a pesquisa “Biossurfactante produzido pelo patógeno alimentar Salmonella Enteritidis SE86 aumenta a aderência e resistência  do microrganismo em folhas de alface”. Confira a entrevista, abaixo, com a professora Eliandra Mirlei Rossi.

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Faz Direito? Amplie seu conhecimento e boa leitura!

Faz Direito? Amplie seu conhecimento e boa leitura!

 

Você é estudante de Direito? Provavelmente tem muito o que ler. Que tal diversificar? Fizemos a seleção de alguns títulos, que embora não sejam livros específicos da área, são obras com histórias envolvendo o universo jurídico, e que por sua vez, além de entreter, irão ampliar seus horizontes e seus conhecimentos. Você encontrará estas e outras obras na Biblioteca Universitária da Unoesc. Boa leitura!

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Primeira audiência, relação advogado e cliente e como montar um escritório de advocacia são os assuntos da entrevista com o advogado Clóvis Dal Cortivo

Primeira audiência, relação advogado e cliente e como montar um escritório de advocacia são os assuntos da entrevista com o advogado Clóvis Dal Cortivo

 

O Blog da Unoesc conversou com o advogado Clóvis Dal Cortivo. Na Unoesc, ele se formou em Direito, no ano de 1992, e fez especialização em Direito Processual Civil, além de diversos cursos através da Escola Superior de Advocacia. Durante a entrevista, ele compartilhou toda a sua experiência nesses 23 anos de profissão.

 

1) Quais as dificuldades que um advogado enfrenta para se inserir no mercado de trabalho?

Entendo que como todas as profissões, salvo algumas exceções, a maior dificuldade é no início, até se tornar conhecido e formar uma clientela. Quando me formei, em agosto de 1992, eu ainda era funcionário de um banco privado que, na semana seguinte a da formatura, me transferiu para Balneário Camboriú. Lá permaneci até abril de 1993, quando solicitei meu desligamento para retornar à Joaçaba e passar a atuar na advocacia. Na época, havia em Joaçaba advogados que já atuavam há bastante tempo e tinham um nome forte e consolidado no mercado, o que gerava dificuldade para inserção de novos profissionais.

Iniciei fazendo advocacia geral. Na época não haviam defensores públicos no Estado de Santa Catarina, então, a defesa das pessoas desprovidas de condições financeiras para arcar com as custas de um processo era realizada por advogados dativos, ou seja, por aqueles advogados que haviam se disponibilizado junto ao poder judiciário para atuar nos processos em que fossem nomeados pelos juízes. Nesses casos, o trabalho geralmente era prestado de forma gratuita, pois, eram raras às vezes que o Estado de Santa Catarina cumpria a sua obrigação e remunerava os profissionais da advocacia que atuavam nessa condição.

Mas, foi um trabalho que rendeu bastante experiência e me possibilitou atuar com mais segurança. Além disso, como a publicidade na advocacia possui restrições impostas pelo Código de Ética, passei a fazer visitas a pessoas que conhecia em razão da atividade que exercia anteriormente, divulgando, assim, a minha atividade como advogado. Aos poucos, os clientes foram surgindo, os serviços se multiplicando, até conseguir me estabelecer no mercado.

 

2) Que dicas você daria para quem quer montar um escritório de advocacia?

O primeiro passo é se preparar bem. Se dedicar muito aos estudos, aproveitar ao máximo a base que a universidade proporciona, e, se possível, ir definindo durante o curso a área que pretende atuar, o local, e qual a estrutura que pretende montar para iniciar a atividade.

 

3) Como deve ser o comportamento de um advogado para que ele seja respeitado?

A relação entre advogado e cliente é de confiança. O cliente deve estar sempre bem informado sobre seus direitos e riscos que uma ação envolve. O advogado não pode, jamais, ser um “vendedor de ilusões”, o cliente precisa saber quais as probabilidades de vencer e de perder determinada demanda. Se o cliente estiver desde o início ciente de seus direitos e dos riscos que ele corre em determinada relação jurídica, na medida em que esses direitos e esses riscos vão se concretizando, ele percebe que foi bem orientado, passa a ter confiança e respeito pelo profissional da advocacia.

 

4) Que dicas você daria para ajudar os advogados que farão sua primeira audiência?

Antes de mais nada, estudar o processo e saber exatamente o que está se questionando e o que vai ser tratado na audiência. Se é de conciliação, debater com o cliente sobre os riscos e possibilidades de acordo. Se não há possibilidade de acordo e a audiência tem outra finalidade, como, por exemplo, ouvir testemunhas, verificar quais os pontos controvertidos e de preferência já levar prontas as perguntas que pretende fazer para as testemunhas. Se existem preliminares que possam ser analisadas pelo juiz, fazer um estudo sobre a viabilidade ou não de acolher eventual decisão proferida em audiência. Se houver esse preparo, o nervosismo natural na primeira audiência, desaparece em poucos minutos.

 

BLOG ADVOGADO 2 JBA 0916

Clóvis Dal Cortivo