De acadêmica a professora da Unoesc, Eliandra fala sobre sua profissão de bióloga e pesquisadora

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A professora, doutora Eliandra Mirlei Rossi, iniciou, em 2001, o curso de Ciências Biológicas na Unoesc São Miguel do Oeste. O gosto pelas pesquisas iniciou ainda na graduação, quando começou a trabalhar nos laboratórios da universidade como estagiária. Em 2006, iniciou a carreira como docente. Doutora em Microbiologia Agrícola e do Meio Ambiente, Eliandra desenvolve pesquisas sobre diversos assuntos como microbiologia médica, microbiologia de alimentos e ambiental.

No final de 2015, a professora recebeu o prêmio do International Committee on Food Microbiology and Hygiene – ICFMH (Comitê Internacional de Microbiologia de Alimentos e Higiene), com a pesquisa “Biossurfactante produzido pelo patógeno alimentar Salmonella Enteritidis SE86 aumenta a aderência e resistência  do microrganismo em folhas de alface”. Confira a entrevista, abaixo, com a professora Eliandra Mirlei Rossi.

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Primeira audiência, relação advogado e cliente e como montar um escritório de advocacia são os assuntos da entrevista com o advogado Clóvis Dal Cortivo

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O Blog da Unoesc conversou com o advogado Clóvis Dal Cortivo. Na Unoesc, ele se formou em Direito, no ano de 1992, e fez especialização em Direito Processual Civil, além de diversos cursos através da Escola Superior de Advocacia. Durante a entrevista, ele compartilhou toda a sua experiência nesses 23 anos de profissão.

 

1) Quais as dificuldades que um advogado enfrenta para se inserir no mercado de trabalho?

Entendo que como todas as profissões, salvo algumas exceções, a maior dificuldade é no início, até se tornar conhecido e formar uma clientela. Quando me formei, em agosto de 1992, eu ainda era funcionário de um banco privado que, na semana seguinte a da formatura, me transferiu para Balneário Camboriú. Lá permaneci até abril de 1993, quando solicitei meu desligamento para retornar à Joaçaba e passar a atuar na advocacia. Na época, havia em Joaçaba advogados que já atuavam há bastante tempo e tinham um nome forte e consolidado no mercado, o que gerava dificuldade para inserção de novos profissionais.

Iniciei fazendo advocacia geral. Na época não haviam defensores públicos no Estado de Santa Catarina, então, a defesa das pessoas desprovidas de condições financeiras para arcar com as custas de um processo era realizada por advogados dativos, ou seja, por aqueles advogados que haviam se disponibilizado junto ao poder judiciário para atuar nos processos em que fossem nomeados pelos juízes. Nesses casos, o trabalho geralmente era prestado de forma gratuita, pois, eram raras às vezes que o Estado de Santa Catarina cumpria a sua obrigação e remunerava os profissionais da advocacia que atuavam nessa condição.

Mas, foi um trabalho que rendeu bastante experiência e me possibilitou atuar com mais segurança. Além disso, como a publicidade na advocacia possui restrições impostas pelo Código de Ética, passei a fazer visitas a pessoas que conhecia em razão da atividade que exercia anteriormente, divulgando, assim, a minha atividade como advogado. Aos poucos, os clientes foram surgindo, os serviços se multiplicando, até conseguir me estabelecer no mercado.

 

2) Que dicas você daria para quem quer montar um escritório de advocacia?

O primeiro passo é se preparar bem. Se dedicar muito aos estudos, aproveitar ao máximo a base que a universidade proporciona, e, se possível, ir definindo durante o curso a área que pretende atuar, o local, e qual a estrutura que pretende montar para iniciar a atividade.

 

3) Como deve ser o comportamento de um advogado para que ele seja respeitado?

A relação entre advogado e cliente é de confiança. O cliente deve estar sempre bem informado sobre seus direitos e riscos que uma ação envolve. O advogado não pode, jamais, ser um “vendedor de ilusões”, o cliente precisa saber quais as probabilidades de vencer e de perder determinada demanda. Se o cliente estiver desde o início ciente de seus direitos e dos riscos que ele corre em determinada relação jurídica, na medida em que esses direitos e esses riscos vão se concretizando, ele percebe que foi bem orientado, passa a ter confiança e respeito pelo profissional da advocacia.

 

4) Que dicas você daria para ajudar os advogados que farão sua primeira audiência?

Antes de mais nada, estudar o processo e saber exatamente o que está se questionando e o que vai ser tratado na audiência. Se é de conciliação, debater com o cliente sobre os riscos e possibilidades de acordo. Se não há possibilidade de acordo e a audiência tem outra finalidade, como, por exemplo, ouvir testemunhas, verificar quais os pontos controvertidos e de preferência já levar prontas as perguntas que pretende fazer para as testemunhas. Se existem preliminares que possam ser analisadas pelo juiz, fazer um estudo sobre a viabilidade ou não de acolher eventual decisão proferida em audiência. Se houver esse preparo, o nervosismo natural na primeira audiência, desaparece em poucos minutos.

 

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Clóvis Dal Cortivo