SAUDE COLETIVA JBA 0317

 

Em termos gerais, a saúde coletiva vem agregando inúmeras teorias e conceitos referentes à assistência voltada ao cuidar da saúde. Com esse foco inócuo nos mais diferentes sistemas de saúde no mundo e, ainda mais evidente, no Sistema Único de Saúde (SUS), a intervenção em fatores não patológicos da sociedade implanta uma alternativa menos traumática no tratamento de saúde. Alternativas coletivas como enfatizar a cultura de cuidados à saúde de maneira coletiva e a reduzir da visão médica-intervencista e hospitalocêntrica nas pessoas funcionam como alternativas interessantes no que tange o foco preventivo.

Neste contexto, a Atenção a Saúde Mental vem se perpetuando derradeiramente através, principalmente, pelo seu vínculo psicossocial e biológico, compreendendo o ser humano como uma criatura muito mais complexo e com caráter coletivo. Ainda, como um ser que tem suas necessidades pessoais, e individuais, diretamente associadas às coletivas.

O processo de inserir o indivíduo dentro de uma realidade assistencial coletiva constitui um grande desafio aos sistemas de saúde, onde o foco voltado a resolutividade pode se perder devido a complexidade individual de cada um. Para isso, focar as organizações de trabalho para as peculiaridades comuns e coletivas, buscando integrar os fatores associados ao seu ambiente na busca de uma solução tangível e eficaz, traz consideráveis melhorias dos processos patológicos psíquicos. Além do mais, desperta nos profissionais um potencial de ascender novas estratégias voltadas a Promoção em Saúde Mental, integrando seu papel técnico-profissional ao de educador.

Esse caráter educacional do profissional de saúde, como agente sanitário envolvido na capacitação as pessoas no enfrentamento das situações cotidianas, beneficia conjuntamente a população e o sistema de saúde. Isso porque a atenção voltada a prevenção da patologia mental gera menos intervenções curativas e menos investimento de tempo do profissional com terapias individuais.

Trabalhar focando o cotidiano melhora os resultados do trabalho em saúde, pois, em se tratando de saúde mental, a maioria dos distúrbios podem ser desencadeados por alterações ocorridas na rotina individual. Situações como stress com trabalho e pessoas, conflitos domiciliares ou sociais e a baixa tolerância às decepções tendem a tornar o ser mais susceptível ao aparecimento de doenças mentais.

Considerando, dentro de uma perspectiva geral, a assistência prestada no campo da saúde mental na coletividade visa primariamente o empoderamento das pessoas saudáveis sobre o enfrentamento das situações que podem dar origem aos distúrbios psíquicos. Esse processo envolve uma preparação por parte do profissional de maneira a se aprofundar no comportamento humano e prever as situações que estarão presentes na sociedade com vistas ao apoio técnico nos momentos de enfrentamento das situações.

Neste contexto, há de se perceber que os profissionais da saúde desempenham forte influência no desempenho dos comportamentos humanos, porém deve se destacar que, para isso e para otimizar o tempo de trabalho, deverá realizar suas funções mais próximo à comunidade e de maneira coletiva, traduzindo o seu conhecimento a uma linguagem coloquial capaz de capacitar a comunidade.

Dentro de toda esta conformidade, a necessidade de capacitar os profissionais a se inserir e contribuir efetivamente na atenção à saúde mental coletiva se estabelece como forte estratégia no enfrentamento dos problemas mentais desenvolvidos na sociedade, focando especialmente no caráter preventivo primário, desenvolvendo o senso crítico para o estabelecimento de metas assistenciais tangíveis que façam a diferença na assistência à saúde mental.

 

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