Em breve, o voto.

 

Todos temos em nossas vidas momentos de inquietação, ansiedade, simpatia, medo, paciência e poder. Para os políticos, todas essas sensações tem um encontro com data e hora marcadas.

De quatro em quatro anos as eleições municipais modificam o andamento natural de nossas cidades. Em breve chegará o período de voltarmos às urnas ​para novamente escolhermos ​os representantes da população, que estarão à frente das prefeituras e câmaras municipais. São elas as forças públicas mais próximas de nós, cidadãos, e talvez por isso sejam almejadas com tanto vigor e fanatismo. Muitos meses de especulações, boatos, jogadas de marketing e análises da imprensa precedem a nomeação dos candidatos oficiais dos partidos, que então começam a disputa pelos cargos.

A partir daí é cada um por si, uma verdadeira guerra. Antes de discutir propostas e projetos, as campanhas partem logo para o tudo ou nada, tentando ao máximo sujar a biografia dos oponentes e desmoralizar suas propostas. Neste contexto surge a definição da desconstrução de imagem.

Graças à popularização dos meios de comunicação nas últimas décadas, observa-se um novo fenômeno nas eleições: a videopolítica. Esse processo tira o foco do político na campanha corpo a corpo com o eleitorado e o coloca como estrela dos programas de rádio e televisão. E é certamente esta mudança de foco que contribui, e muito, para o avanço da desconstrução dos candidatos.

Mas você já percebeu que, mesmo assim, os políticos aparecem cada vez menos? Isso ocorre porque nossas campanhas estão menos políticas e mais publicitárias, utilizando-se de todas as ferramentas possíveis para persuadir e emocionar o eleitorado. As mensagens, além de curtas e objetivas, agora apresentam enredo próprio, que pode ser utilizado de diversas formas.

Uma delas é justamente a desconstrução de um candidato, que acontece quando este geralmente está na frente nas pesquisas de intenção de voto e é bombardeado pelos adversários com aqueles tipos de intrigas, que só surgem em época de eleição. E tudo pode virar motivo para ataques. Propostas, vida pessoal, realizações profissionais. Absolutamente tudo. Basta ser muito bem trabalhado nos comerciais em que a realidade é distorcida e o eleitor convencido.

Será tão fácil assim cair nesses truques? Para a maioria dos eleitores sim, tanto é que as mensagens são geralmente trabalhadas para uma determinada segmentação do público, colaborando para a eficiência da transmissão.

Mas cabe a nós, eleitores, identificar essa conduta e selecionar o melhor candidato. Afinal, todo o esforço e dedicação é resumido quando se está sozinho, apenas você e a urna, na hora do voto.

 

Rodrigo Antonio Conte é Publicitário, formado pela Unoesc Joaçaba e trabalha na Coordenadoria Geral de Marketing e Comunicação da Unoesc.

 

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