De acadêmica a professora da Unoesc, Eliandra fala sobre sua profissão de bióloga e pesquisadora

 

A professora, doutora Eliandra Mirlei Rossi, iniciou, em 2001, o curso de Ciências Biológicas na Unoesc São Miguel do Oeste. O gosto pelas pesquisas iniciou ainda na graduação, quando começou a trabalhar nos laboratórios da universidade como estagiária. Em 2006, iniciou a carreira como docente. Doutora em Microbiologia Agrícola e do Meio Ambiente, Eliandra desenvolve pesquisas sobre diversos assuntos como microbiologia médica, microbiologia de alimentos e ambiental.

No final de 2015, a professora recebeu o prêmio do International Committee on Food Microbiology and Hygiene – ICFMH (Comitê Internacional de Microbiologia de Alimentos e Higiene), com a pesquisa “Biossurfactante produzido pelo patógeno alimentar Salmonella Enteritidis SE86 aumenta a aderência e resistência  do microrganismo em folhas de alface”. Confira a entrevista, abaixo, com a professora Eliandra Mirlei Rossi.

1) O gosto pelas pesquisas, desenvolvidas durante a graduação, despertaram em você a vontade de ser professora?

Comecei a trabalhar nos laboratórios da Unoesc, em 2001, como estagiária. Mesmo não sendo bolsista oficial dos projetos de pesquisa, acompanhava o desenvolvimento de todos os projetos. Eu ensinava os novos acadêmicos e um dia um aluno me perguntou se eu não pensava em ser professora. Nesse dia, despertou-me o interesse de ingressar como docente. Toda a experiência, adquirida nos laboratórios e na participação das pesquisas, foi importante para minha carreira.

 

2) A professora ministra aulas para quais cursos de graduação e pós-graduação?

A minha carreira como docente começou, em 2006, ministrando as disciplinas de Bioquímica de Alimentos, no curso de Tecnologia em Laticínios, e Microbiologia no curso de Ciências Biológicas. Atualmente, ministro aulas para os cursos de Engenharia Civil, Enfermagem, Farmácia, Agronomia e Fisioterapia e na pós-graduação para o curso de Engenharia de Segurança do Trabalho. No próximo ano, vou atuar nos cursos de especialização em Microbiologia Industrial e de Alimentos e Segurança dos Alimentos e Garantia da Qualidade, que estão com as inscrições abertas.

 

3) A professora orienta quantas pesquisas na Universidade?

Oriento quatro projetos de pesquisa, que abordam os mais diversos assuntos como microbiologia médica, de alimentos e ambiental. Além disso, sou orientadora de seis trabalhos de conclusão de curso na mesma área.

 

4) Qual o significado que tem em receber o prêmio do Comitê Internacional de Microbiologia de Alimentos e Higiene?

O prêmio mostra que o estudante tem uma universidade, na região Extremo-Oeste catarinense, que também desenvolve trabalhos reconhecidos internacionalmente. O Comitê recebeu a inscrição de 400 trabalhos, na área de alimentos, de pesquisadores de diversos lugares do mundo.  Desses 400 trabalhos, foram selecionados 20. Posteriormente, foi realizada uma nova avaliação para escolher três pesquisas. A pesquisa da Unoesc São Miguel do Oeste, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande Sul (UFRGS), ficou em segundo lugar. O estudo também teve a participação da diplomada em Engenharia de Alimentos, Luniele Beilke, da diplomada em Farmácia, Marília Kochhann, da acadêmica de Farmácia, Diana Helena Sarzi, e do professor da UFRGS, Eduardo César Tondo. A Unoesc me proporcionou a oportunidade de estar em contato com a pesquisa. Na graduação, estive em contato com ótimos professores que me ensinaram que eu nunca deveria parar de aprender. A instituição me oportunizou conhecimentos que refletiram diretamente na minha vida profissional.

 

SONY DSC

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>