A assessora pedagógica da Área das Ciências da Vida, da Unoesc Videira, professora Vanessa Wegner Agostini, comenta, nesta semana, sobre a importância de um bom currículo, além, é claro, da diferença dos modelos disponíveis. Ao longo da entrevista, ela menciona cinco dicas para elaborar o Currículo Lattes. Afinal, quem nunca teve dúvidas na hora de fazer o seu currículo?

DICAS LATTES 2 VDA 0916

 

Antes de mais nada, é preciso conhecer a finalidade dos modelos disponíveis. O modelo mais utilizado para o mercado de trabalho é o Curriculum Vitae, que apresenta informações como dados pessoais, objetivos, formação, experiência profissional, idiomas, cursos, pretensão salarial e lista de habilidades e aptidões. Nesse tipo de currículo, a própria pessoa define a formatação e a disposição das informações, o que muitas vezes pode gerar dúvidas quanto ao modo de fazê-lo.

Já para a vida acadêmica, seja estudante, docente ou pesquisador, é exigido o Currículo Lattes, por ser uma plataforma digital única e mantida pelo CNPq (órgão de fomento à pesquisa), que fornece informações detalhadas de produções, experiências profissionais, traçando um perfil do pesquisador. Essa plataforma é bastante utilizada para a seleção de candidatos para estágios e bolsas de pesquisa, para concurso de professores e ranqueamento dos mesmos pela Instituição de Ensino Superior.

No entanto, várias empresas já estão exigindo dos interessados à vaga o Currículo Lattes, por considerá-lo mais completo. Já nesse tipo de currículo, a dúvida está relacionada ao local onde as informações devem ser cadastradas, uma vez que, quando não citadas no lugar correto podem ser desconsideradas em uma seleção.

A plataforma Lattes foi idealizada pelo professor da UFSC, Cezar Lattes e reúne todas as informações acadêmicas e profissionais em um só local. Atualmente, é utilizada por todas as Instituições de Ensino Superior no Brasil e implantada em países como Colômbia, Equador, Chile, Peru, Argentina, Portugal, Moçambique e outros que se encontra em processo de implantação.

Para não ficar em dúvida na hora de fazer seu Lattes, confira cinco dicas:

#Dica1: O texto inicial

Você pode utilizar o texto padrão que a própria plataforma fornece a partir dos dados que você preencheu, mas é importante que você dedique um tempo especial para fazer esse texto, porque no momento em que é realizada a busca por seu nome são essas informações que as pessoas terão acesso e decidirão se vale a pena abrir o currículo ou não. Comece escrevendo sobre sua formação acadêmica, destaque suas experiências profissionais e cite suas linhas de pesquisa (se for o caso) ou áreas de conhecimento.

#Dica2: Atuação profissional

Nesse item é importante destacar todas as empresas que você já trabalhou. Caso seja acadêmico, sem experiência profissional, procure dedicar-se a trabalhos acadêmicos, pois ajudam a compensar essa “falta de experiência”.

#Dica3: As produções

No Currículo Lattes são consideradas produções as publicações científicas como: livros, capítulos de livros, artigos publicados em revistas, resumos ou artigos publicados em eventos científicos. No entanto, além dessas é possível colocar no Lattes produções técnicas/culturais, como participação em eventos artístico/cultural, produção de maquetes, cartas, mapas ou similares, produção de músicas, entre outros. Mas lembre-se sempre de pedir certificado para qualquer atividade acadêmica que realizar, pois no Lattes é preciso ter a comprovação de tudo que é lançado.

#Dica4: A participação em eventos

Todo acadêmico, ao longo de sua graduação, participa de vários eventos na própria instituição que lhe gera um certificado. Além disso, até o final do curso precisa comprovar a participação em eventos e cursos extras a Universidade, para conseguir se formar. Essas atividades realizadas geram certificados e devem ser cadastrados no Lattes. No entanto, fique atento, os cursos realizados devem ser lançados em Formação Complementar e a participação em eventos em Eventos.

#Dica5: Mantenha seu Currículo Lattes atualizado

É importante acessar a plataforma, no mínimo, a cada seis meses. Pois, em um mundo competitivo, a diferença entre a contratação ou não, pode estar na busca constante pelo aperfeiçoamento. Portanto, se você não tem nada para acrescentar ao seu currículo pelo menos duas vezes ao ano, fique esperto e corra atrás de atividades de pesquisa ou extensão, que sempre geram certificado e ajudam a “alimentar” seu currículo. Ainda mais se você tem pretensão em seguir carreira acadêmica, como um mestrado e doutorado.

 

Gostou das dicas da professora Vanessa? Quer sugerir algum tema para o blog? Então, é só comentar aqui embaixo ou mandar um e-mail (marketing@unoesc.edu.br) com a sua sugestão! O assunto vai virar pauta e em breve estará no blog.

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